Feira Feita               Histórias               Feito em Lisboa

Fala-nos um pouco do teu percurso.

Começou como uma aventura. Estudei arquitectura e trabalhei como arquitecta durante dez anos, cá e no estrangeiro, em Barcelona. Senti que o lado criativo, e ainda por cima eu era gestora de projecto, assentava mais numa questão burocrática e técnica, do que propriamente na parte da concepção. Quis fazer uma investigação interior e deixei o meu trabalho.

Como é que chegaste à Cerâmica?

O meu pai é alentejano, a minha mãe é do norte, e lá em casa sempre se cozinhou muito em panelas de barro. Fazem chanfanas, alcatras… e o meu pai tinha uma ideia de criar um conceito em que cozinhávamos em loiças de barro, que as pessoas podiam depois levar para casa, e traziam quando voltassem na vez seguinte. Acabei por pegar nesse conceito para o meu mestrado e fazer uma linha de loiça para casa com copos, taças, pratos, até uns tachos grandes nos quais se podia cozinhar e comer. Depois do mestrado mantive-me ligada à Cerâmica. Uma amiga descobriu um atelier aqui perto [Ajuda], no qual alugavam a mesa de trabalho a 50€ por mês. Fui enviando currículos, para ver se fazia estágios, mas estava a gostar cada vez mais da Cerâmica e falei sobre isso com os meus pais.